Música, café & prosa boa

Cleber Bucalon

Por Da Redação

19/04/2022 às 09:37:14 - Atualizado há

Bom dia, amigos leitores! Mais uma entrevista especial para vocês! Hoje vamos conhecer um pouquinho da história na música do meu amigo Cléber Bucalon, grande baterista de nossa terrinha!

Desde já, agradeço ao Cléber pela visita à nossa redação e a disponibilidade de participar dessa coluna. Também agradeço sua esposa Patrícia, pela ajuda e disponibilidade!

Cleber Bucalon, filho de Hélio Bucalon (saudoso) e Maria Aparecida Lorenço Pereira Bucalon, casado com Patricia Lossardo Bucalon. Pais de: Nayane e Lucas! Santarritense, 53 anos!

Desde pequeno, na casa do avô Chico do Bumbo, no Bairro Cinelândia, sempre tinha muita festa e música; foi ali que começou a se interessar pela música, e também sua mãe, Maria, cantava na Igreja, e em casa sua colocava sempre Lps do Roberto Carlos para ouvir e com seu tio e Norberto Pereira (Beto Liga), que também é músico e cantor!

Pequeno, foi fazer um teste na caixinha para entrar na Fanfarra da Escola Madre Carmelita, e conseguiu!

Não tinha a bateria (seu instrumento principal) ainda, mas ficava simulando a bateria nos móveis de casa! Batucando na cômoda de casa!

Com 15 anos, foi fazer um teste na escola de samba do Bambu, se ofereceu para tocar o repinique, improvisando no ensaio da escola, já chamando a atenção e sendo convidado para tocar. Ganhou um repinique, o qual tem até hoje!

Logo já se destacou na escola, tornando-se o puxador da bateria.

Cleber fazia suas próprias baquetas de bambu, deixava de reserva, pois as baquetas, conforme ia tocando, acabavam desfiando, e uma vez, quando desciam no desfile, ele se lembrou que a Beth ia repondo, levando as baquetas para ele!

Porém, na hora da apresentação no palanque, Cleber já ficava com duas baquetas a mais no bolso escondidas, para caso quebrassem na hora de receber a nota!

Daí veio a vontade de tocar bateria, instrumento no qual se destacou. Gostava de rock, Legião Urbana, Roupa Nova, Engenheiros do Hawaii, Paralamas do sucesso... Com a cara e coragem, foi atrás de comprar sua primeira bateria, da marca Pinguim, a qual com muito trabalho e luta conseguiu pagar! Nessa época também começou na profissão de eletricista, o qual é até hoje, muito bem indicado e requisitado na cidade!

Autodidata, ouvindo muito, conseguiu aprender, e também perguntando a alguns bateristas nos bailes da época que frequentava, sempre recebia umas dicas dos músicos.

Uma vez, a dupla Milton e Marcos, fazia uma apresentação na escadaria do Santuário da Matriz e eles tocavam sem baterista, com apenas um sanfoneiro, logo ficaram sabendo, através de amigos, que Cleber estava aprendendo, e, através do saudoso amigo Chelo, foi indicado a tocar com a dupla.

Pronto! Aí que começou, com Milton e Marcos e durante muito tempo acompanhou a dupla. Ele me contou que durante uma apresentação em Ribeirão Preto eles foram fazer uma participação, onde é de costume nesses eventos, a bateria é uma só para todos, e o então baterista da casa e oficial do evento, Ademir, era meio ciumento com sua bateria, e não queria que Cleber tocasse nela. Nisso, o Milton bateu o pé disse: "Cleber é o nosso baterista, está ensaiado e ele que vai tocar", com muita insistência, que envolveu até o proprietário da Casa Noturna "Degraus", ele cedeu e Cleber conseguiu, porém, Ademir ficou ao lado, conferindo e nisso o jogo mudou, pois Cleber foi bem e com cuidado e zelo com a bateria, fez com que o então "ciumento" porém cuidadoso baterista, o admirasse, pedindo desculpas e elogiando Cleber, perguntando se ele lia partitura, Cléber disse: "Não, toco de ouvido", nisso Ademir disse que dava aulas de música e Cleber foi estudar teoria musical com ele, resumindo: virou seu professor!

Porém precisou dar uma parada, para se dedicar à sua família e ao trabalho de eletricista. Voltando dois anos mais tarde para tocar no Carnaval da Praça de Santa Rita!

Alguns conjuntos que nosso entrevistado tocou: Banda Zen, Banda Chocke, Banda Babilônia entre muitos freelances! Cleber tocou bastante em Carnavais de Santa Rita e Região! Ele também gravou MD (Mini Disc) em estúdios!

Seus ídolos e inspirações na música são: Serginho, baterista do Roupa Nova, João Barone, baterista do Paralamas, e também, claro, seu avô Chico do Bumbo e o tio Beto Liga!

Hoje, por tocar somente na igreja evangélica, gosta muito do Josivaldo Santos!

Perguntei para ele sobre qual é o instrumento/técnica vocal mais difícil de tocar e aprender e ele me respondeu: "Olha, Luciano, acredito que os instrumentos de sopro são os mais difíceis, por causa do fôlego e da pegada!".

Para Cleber, a chave para o sucesso do aprendizado é a vontade e o amor à música: "Por ter vindo de uma época difícil, não tinha instrumento, nem acesso às informações, professores. Hoje, a vontade, o 'sangue nos olhos', mas principalmente a perseverança. Não desistir, amor à música, não ser mercenário! Tocar, às vezes, apenas por prazer! Tem que ter envolvimento com seu instrumento, como se fosse uma extensão do seu corpo!".

Ele me contou uma história engraçado que divido aqui com vocês: "Uma vez, na antiga Choperia Tropical, numa noite, digamos que fiquei mais 'alegre', acabei exagerando no 'danone' (risos), e aconteceu que eu caí para atrás da bateria e a banda continuou tocando. O cantor perguntou para o outro: 'cadê o baterista?', e nada, mas logo me recompus e voltei a tocar, exatamente no compasso! (risos)".

Há mais ou menos 8 anos, Cléber se dedica a tocar na Igreja Batista, sendo muito querido por todos, e, hoje em dia, Cléber ensina bateria para as crianças da Igreja!

Ele define a música em Santa Rita do Passa Quatro como: "Essencial na história e vida de muitas pessoas! A música reconstrói o íntimo, acalma, o importante da música para mim hoje é entrar em adoração ao Senhor!", finalizou nosso amigo e convidado.

Luciano Violeiro

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